Hoje, 14/5, coloquei este texto no meu blog do Santista Roxo. Gostei tanto, que resolvi reproduzi-lo aqui...
Pensei neste texto depois de algumas críticas que fiz ao Ganso, induzida pelos comentários ranzinzas de meu irmão mais novo, Nélson (santista roxo - não parece, mas é! rs rs) - que, invariavelmente, criticou Ganso em todos os jogos a que assistimos juntos (no Pacaembu, na Vila). E isto não é característica só dele não! Tenho um outro irmão (o mais velho dos homens), o Sérgio, com o qual é quase impossível assistir a uma partida. Sabe aquele cara chato que fica xingando, "azarando", que parece que está torcendo contra? Esse meu irmão é assim. E o Nelson está ficando igual. Por isso é que estou preferindo ir aos jogos com a minha amiga Vera. Não vou mentir, dizendo que nunca xingamos um jogador, mas, com toda a certeza, a pegação no pé é muito mais suave.
"Depois de Pelé, a camisa 10 passou a ser vestida pelo melhor jogador do time, tanto no Brasil quanto no exterior. No time do Santos, ele utilizava esse número por ser o meia-esquerda. Em sua estréia na Seleção Brasileira, Pelé atuou com a camisa de número 9. A camisa de número 10 ele só começou a utilizar a partir do Mundial de 1958, cuja distribuição da numeração se deu de forma aleatória por um membro da Fifa, posto que, a delegação brasileira havia deixado de fornecer aos organizadores daquele mundial a numeração dos atletas." (Fonte: Wikipédia)
Como estamos no ano da Copa do Mundo, fiz uma busca sobre quais foram os melhores jogadores (camisa 10) dos Mundiais passados.
Alguns deles:
- Em 1954, Puskas foi o craque do Mundial. Mas seu país, a Hungria, perdeu o jogo para a Alemanhã, campeã mundial naquele ano.
- Melhor jogador de futebol da história, Pelé se destacou em 1958, 1962 e 1970,
e foi o grande camisa 10 de todas as conquistas do Brasil;
- Rivelino se destacou em 1974 com a camisa 10;
- Michel Platini, em 1982, foi considerado o melhor jogador da Copa, mesmo a França não tendo sido a campeã;
- O mundial de 1990 teve em Lothar Matthäus o seu melhor representante;
- Zidane ganhou destaque e foi o melhor camisa 10 em 2006;
- Rivaldo, com a camisa 10, comandou o Brasil em 2002;
- Roberto Baggio é o 10 mais lembrado da Copa de 1994, mesmo tendo perdido o pênalti e o título;
- Diego Maradona foi considerado o melhor camisa 10 em 1986;
- Em 1978 foi a vez de Mario Kempes levar a Argentina ao título mundial;
- Bobby Charlton, em 1966, foi o grande camisa 10 do Mundial, jogando pela Inglaterra.
Li um artigo de alunos da Universidade Gama Filho, do Rio de Janeiro, cujo título é:
"A ´Camisa 10` do futebol como um símbolo na manutenção da identidade nacional - o discurso da mídia"
Nesse estudo (de maio de 2007) os alunos discorrem sobre a importância da Camisa 10 e citam várias fontes. A reportagem de uma dessas fontes (JB) sugeriu que a CBF adotasse o mesmo critério da AFA (Associação de futebol Argentino), qual seja, “eternizar” a “camisa 10” da seleção.
De acordo com a pesquisa dos estudantes, "o jornal ainda explicita que tal medida impediria que “inquilinos indevidos” – termo utilizado pelo próprio jornal para denominar jogadores identificados com poucas qualidades utilizassem o uniforme. Afinal, o que quer dizer o substantivo “inquilino” senão uma pessoa que usufrui por um determinado tempo de um “bem” que não é seu?..."
Nesse trabalho os alunos fizeram entrevistas para entender como é visto pelo torcedor o jogador CAMISA 10.
"A camisa 10 é marcada pela inteligência, é o jogador mais inteligente. É o jogador diferenciado, que para a bola, que levanta a cabeça, que olha...então esse é o referencial da camisa 10. Se você der a 10 para um cabeça-de-bagre, por exemplo, não vai sair nada. O 10 tem que ser um cara inteligente, o diferenciado do time, o craque."
"A camisa 10 é a referência do time, é aquele craque, é o jogador que chama a atenção para si, a responsabilidade para definir o jogo. Tem o Pelé, o Maradona. O camisa 10 é o jogador ais habilidoso, o craque. A esperança do torcedor é sempre que o camisa 10 possa resolver; decidir uma partida (...) o 10, além de ser lenda, é o jogador mais criativo, o craque, significa cabeça-pensante da equipe..."
Voltando à implicância do meu irmão com o Ganso (eu tento convencê-lo; falo dos passes; da responsabilidade do Ganso dentro o jogo - a final contra o Santo André vai marcar para sempre a carreira deste jogador) e o Nélson fica remoendo sobre os passes errados, sobre a falta de gols... coisas assim. Ele diz que CAMISA 10 é muito mais que isto (que o Ganso faz).
Por isso, eu gostaria da opinião de vocês, leitores do meu blog, (assíduos ou não) sobre a importância do camisa 10. Ganso é o homem certo para usar esta fabulosa camisa? Os seus passes perfeitos, as suas roubadas de bola; o tempo em que consegue ficar com a redonda nos pés e os seus gols são suficientes para torná-lo um craque? Para torná-lo o legítimo dono (não inquilino) da camisa mais famosa do mundo?
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Escrito por Sônia Neves às 13h26.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
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