sábado, 18 de agosto de 2007

Jornal da Tarde - Baladas do Asfalto

Variedades jornal da tarde
Segunda-feira, 8 de agosto de 2005

As baladas de FM de Zeca Baleiro
Gravado quase todo ao vivo em estúdio, o novo CD Baladas do Asfalto & Outros Blues traz sons para ouvir na estrada. O cantor começa sua turnê em outubro

Desde o disco com Fagner (2003), Zeca Baleiro vinha tocando uma série de projetos paralelos, dois dos quais virão à luz em setembro: um álbum de poemas de Hilda Hilst (1930-2004) que ele musicou, e outro inédito de Sérgio Sampaio (1947-1994).

Nesse meio tempo, vinha planejando um novo álbum-solo. Sem disponibilidade para produzi-lo, deixou a função para para o engenheiro de som Walter Costa e o baixista Dunga, com quem já trabalhava. Foram eles que deram forma às canções de Baladas do Asfalto & Outros Blues MZA, daí o disco soar tão diferente de outros.

"Neste, queria algo mais focado, mais contido. Walter e Dunga deram às canções um tratamento meio 'radio friendly', de balada-rock de FM que eu jamais conseguiria fazer, por incompetência mesmo", diz o compositor.

Feito de modo "meio hippie", Baladas é seu trabalho mais coeso, todo impregnado de sonoridade rock/ blues. Não tem sortimento de gêneros, trocadilhos espertos, romantismo piegas. Nem releituras ou participação de muitos convidados."Ainda que com abordagens diferentes, isso vinha virando uma formulinha. Quis evitar isso", diz Zeca. Há resíduos de suas excelentes dobradinhas com Fagner, tanto na estrutura de algumas canções como nas letras de Fausto Nilo, parceiro agregado daquele projeto.

Sempre cercado de belas vozes femininas, Zeca desta vez põe na roda, ainda que sutilmente, a carioca Taryn. "Quando a ouvi cantar fiquei chapado. Foi uma sensação parecida que tive com o primeiro disco de Cássia Eller, por causa do desnudamento e da contundência do canto" compara. "Tenho ouvido muitas vozes afinadas, femininas principalmente, que não me dizem nada. Como Cássia, Taryn é verdadeira demais. Há muito tempo não ouvia ninguém assim." A voz de Taryn faz parte do propósito de reunir elementos de música prazerosa, "para as pessoas ouvirem na estrada".

A metáfora toma rumo concreto a partir de outubro, quando Zeca pega a estrada para valer, começando pelo Nordeste, acompanhado de um quarteto básico.

Além dos discos de Sérgio Sampaio e Hilda Hilst, Zeca também vem realizando um projeto de canções infantis e um livro de gastronomia. Há quem remeta a idéia ao disco recente de Adriana Calcanhoto, mas ele lembra que seus primeiros trabalhos foram trilhas para teatro infantil no Maranhão. "Gosto do disco da Adriana, mas é uma abordagem adulta do mundo da criança. Quero fazer algo como se estivesse do lado de dentro. Criança é um ser politicamente incorreto, rock-and-roll, adora falar besteira, palavrão. O disco vai ter tudo isso. Lógico que com algum comedimento. Não vou fazer um disco punk para criança."
O que começou como brincadeira e deve virar algo mais sério é o livro de gastronomia. A princípio, ele pensou em reunir receitas próprias e outras dos bons pratos que provou em diversos restaurantes brasileiros. "Depois passei a achar isso insuficiente. Quero viajar pelo Brasil e pesquisar a comida local, para fazer uma coisa mais 'científica", diz.

Versos para meu Santos

SANTOS X FLAMENGO EM VERSOS
Na alegria e na tristeza, sempre SANTOS!

Vi a bola rolando

Vi o meu Santos jogar

De Tabata para Tiuí

Vi a bola entrar

(e que golaço - por cobertura!)

Vi a bola entrar, de novo!

De Cléber para Tabata

De Tabata para L.Alberto

E o segundo gol veio esperto.

Bobeada da defesa

De Maldonado a Luiz Alberto

Que, temerário...

Mandou a bola para o gol do adversário.

Presente para o inimigo?

Passes errados de montão!

Será você, Rodrigo Tabata

O herói do nosso "Santão"?

A bola que passa rasteiro (no travessão)

Bem que poderia ser o terceiro.

Mas não foi!

E nos campos paulistas

Aquele time metido

Traz o nosso Oliveira e goleia

E nós daremos o troco!

Além do coringa Elano

Traremos Luiz Fabiano.

E vem o segundo tempo

O Mengo tenta cruzamentos

Corre muito no início

E quase sem indício

(de que seria pior para nós).

Estamos com cinco minutos

A bola pra lá e pra cá

Santos ataca; Mengo ataca

Mas a bola não quer entrar.

Que imprudência; que azar!

Deixaram o Flamengo empatar.

Uma sucessão de trapalhadas

A defesa embolada

Que sufoco; Mengo cresce

A defesa emburrece.

Entra Neto; esperança

De que a bola, meiga criança

Ouça as preces da galera.

Mas nada disso adianta!

Decepção, tristeza, agonia

Fim do jogo chegando

E o PEIXE, des

pen

can

do.

Desculpem a composição

Destes versos desnorteados

Pois até o Maldonado

Cismou em não jogar.

Textos que escrevi sobre o time do meu coracao

Escrevi este texto no ano passado para o Portal do Santista Roxo


27 de março

A FELICIDADE DE ESTAR NO PACAEMBU

27/3 - OPINIÃO
SÔNIA NEVES: "A Santástica torcida foi o grande destaque da vitória sobre o Juventus!"

Festa maravilhosa no sábado!

O "homem do tempo" informou que choveria também no sábado. Os santistas de Sampa e da Grande São Paulo já sabiam. A semana inteira havia chovido sempre no fim da tarde. Mas isto não foi motivo para afastar os torcedores: animados, sorridentes, cantando sem parar. Eu estava no setor laranja, na direção do meio do campo, com um dos meus sobrinhos. Meus dois irmãos estavam com seus filhos no setor destinado às famílias.

Os vendedores de capas de chuva fizeram a festa. E nós, torcedores fanáticos, não nos importamos com a água fria que caía e penetrava na pele. A capa de plástico, frágil, rasgava. Eu, de tênis, meias e os pés encharcados, nem quis pensar no resfriado que poderia vir. Só queria cantar. É emoção demais ver o time jogar com uma torcida apaixonada dando a maior força...

Quando o jogo começou, a chuva havia diminuído muito; mas o campo estava encharcado, com poças d'água em vários lugares. Dava para adivinhar que a vitória não viria fácil. A situação do campo não permitia belas jogadas. Mas prevaleceu a força, o talento de alguns jogadores, mas, principalmente, o comando do nosso grande técnico que, no fim do primeiro tempo, foi "fiscalizar" o estado do gramado nas proximidades onde o PEIXE deveria fazer o gol da vitória no segundo tempo.

Revi pela televisão os lances mais importantes da partida. No estádio você acompanha as jogadas, mas o recurso do replay dá a noção exata de como foi o jogo. O SANTOS poderia ter saído com uma vitória elástica não fossem as grandes defesas do goleiro juventino e a falta de treino do Tabata, que sempre perde gols incríveis e foi substituído por Renatinho, logo após perder mais um. Em alguns momentos da partida, a torcida sentiu calafrios com algumas trapalhadas do Luiz Alberto, que ficou devendo um bom futebol. Maldonado, que perdeu a bola numa poça, de onde surgiu o gol do Juventus, é um craque e merece todo o carinho da torcida. Fábio Costa fez boas defesas. Léo Lima, Manzur, Kléber e Cléber Santana também merecem aplausos. A partida não teve o brilho esperado porque a chuva atrapalhou.

O grande espetáculo ficou por conta da torcida, que proporcionou o maior público do estádio do Pacaembu neste ano, com 34.514 pagantes. Corinthians e Palmeiras não passaram de 18.389 pagantes! Esse número se torna impressionante quando verificamos que, num só dia, o Pacaembu recebeu o número de torcedores equivalente ao público das cinco primeiras partidas do Alvinegro na Vila Belmiro neste Paulista. Não tenho nada contra a Vila. É a casa do Santos e eu adoro assistir a jogos lá. A visão do jogo é incrível. Dá para acompanhar bem de perto os lances. Mas, tenho certeza, de que quando a Vila põe 20.000 torcedores, pelo menos metade deles saem de São Paulo e das cidades vizinhas. Sei disso porque sempre que pego a Imigrantes (geralmente num sábado) a festa já começa na estrada, com os carros descendo com bandeiras; buzinando sem parar. Quando o jogo na Vila é disputado num sábado, a tendência é de público maior - pois os torcedores podem ir e voltar, pois ainda têm o domingo para descansar. Já num domingo, às 18h10 (ou mesmo às 16h00), fica complicado descer a Serra quando, na segunda-feira, o trabalho nos espera.

Voltando ao público do Pacaembu, posso dizer que foi um dos jogos mais emocionantes a que assisti. A chuva quis atrapalhar, mas não conseguiu. Quanto mais chovia, mais forte cantávamos e pulávamos. Cada vez que os "bandeirões" subiam, aplausos, hinos e refrões se juntavam à coreografia da torcida. Na saída do estádio o espetáculo continuou. Era torcida de um lado para outro se encontrando, cantando, confraternizando e gritando "é campeão". Um carro parava no meio do congestionamento com alto-falantes que "espalhavam" os hinos do Santos. E a galera, empolgada, cantava junto - eu cantava, pulava, com o coração cheio de alegria e, ao mesmo tempo, com vontade de chorar diante de um espetáculo tão bonito - a maravilhosa torcida do meu SANTOS FUTEBOL CLUBE.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Iniciando...

Primeiras palavras do meu blog. Nao se assuste com a falta de pontuacao. Meu teclado esta desconfigurado.
Xeretando no orkut percebi que por ali poderia criar um blog. E aqui estah ele.
Falarei do meu amor pelo Santos; pelo Zeca Baleiro; pelos amigos/as. E, nos intervalos, quem sabe eu resolva mudar o foco? Tudo pode acontecer....
Madrugada de sabado - 18/08/2007.