sábado, 18 de agosto de 2007

Textos que escrevi sobre o time do meu coracao

Escrevi este texto no ano passado para o Portal do Santista Roxo


27 de março

A FELICIDADE DE ESTAR NO PACAEMBU

27/3 - OPINIÃO
SÔNIA NEVES: "A Santástica torcida foi o grande destaque da vitória sobre o Juventus!"

Festa maravilhosa no sábado!

O "homem do tempo" informou que choveria também no sábado. Os santistas de Sampa e da Grande São Paulo já sabiam. A semana inteira havia chovido sempre no fim da tarde. Mas isto não foi motivo para afastar os torcedores: animados, sorridentes, cantando sem parar. Eu estava no setor laranja, na direção do meio do campo, com um dos meus sobrinhos. Meus dois irmãos estavam com seus filhos no setor destinado às famílias.

Os vendedores de capas de chuva fizeram a festa. E nós, torcedores fanáticos, não nos importamos com a água fria que caía e penetrava na pele. A capa de plástico, frágil, rasgava. Eu, de tênis, meias e os pés encharcados, nem quis pensar no resfriado que poderia vir. Só queria cantar. É emoção demais ver o time jogar com uma torcida apaixonada dando a maior força...

Quando o jogo começou, a chuva havia diminuído muito; mas o campo estava encharcado, com poças d'água em vários lugares. Dava para adivinhar que a vitória não viria fácil. A situação do campo não permitia belas jogadas. Mas prevaleceu a força, o talento de alguns jogadores, mas, principalmente, o comando do nosso grande técnico que, no fim do primeiro tempo, foi "fiscalizar" o estado do gramado nas proximidades onde o PEIXE deveria fazer o gol da vitória no segundo tempo.

Revi pela televisão os lances mais importantes da partida. No estádio você acompanha as jogadas, mas o recurso do replay dá a noção exata de como foi o jogo. O SANTOS poderia ter saído com uma vitória elástica não fossem as grandes defesas do goleiro juventino e a falta de treino do Tabata, que sempre perde gols incríveis e foi substituído por Renatinho, logo após perder mais um. Em alguns momentos da partida, a torcida sentiu calafrios com algumas trapalhadas do Luiz Alberto, que ficou devendo um bom futebol. Maldonado, que perdeu a bola numa poça, de onde surgiu o gol do Juventus, é um craque e merece todo o carinho da torcida. Fábio Costa fez boas defesas. Léo Lima, Manzur, Kléber e Cléber Santana também merecem aplausos. A partida não teve o brilho esperado porque a chuva atrapalhou.

O grande espetáculo ficou por conta da torcida, que proporcionou o maior público do estádio do Pacaembu neste ano, com 34.514 pagantes. Corinthians e Palmeiras não passaram de 18.389 pagantes! Esse número se torna impressionante quando verificamos que, num só dia, o Pacaembu recebeu o número de torcedores equivalente ao público das cinco primeiras partidas do Alvinegro na Vila Belmiro neste Paulista. Não tenho nada contra a Vila. É a casa do Santos e eu adoro assistir a jogos lá. A visão do jogo é incrível. Dá para acompanhar bem de perto os lances. Mas, tenho certeza, de que quando a Vila põe 20.000 torcedores, pelo menos metade deles saem de São Paulo e das cidades vizinhas. Sei disso porque sempre que pego a Imigrantes (geralmente num sábado) a festa já começa na estrada, com os carros descendo com bandeiras; buzinando sem parar. Quando o jogo na Vila é disputado num sábado, a tendência é de público maior - pois os torcedores podem ir e voltar, pois ainda têm o domingo para descansar. Já num domingo, às 18h10 (ou mesmo às 16h00), fica complicado descer a Serra quando, na segunda-feira, o trabalho nos espera.

Voltando ao público do Pacaembu, posso dizer que foi um dos jogos mais emocionantes a que assisti. A chuva quis atrapalhar, mas não conseguiu. Quanto mais chovia, mais forte cantávamos e pulávamos. Cada vez que os "bandeirões" subiam, aplausos, hinos e refrões se juntavam à coreografia da torcida. Na saída do estádio o espetáculo continuou. Era torcida de um lado para outro se encontrando, cantando, confraternizando e gritando "é campeão". Um carro parava no meio do congestionamento com alto-falantes que "espalhavam" os hinos do Santos. E a galera, empolgada, cantava junto - eu cantava, pulava, com o coração cheio de alegria e, ao mesmo tempo, com vontade de chorar diante de um espetáculo tão bonito - a maravilhosa torcida do meu SANTOS FUTEBOL CLUBE.

Nenhum comentário: